sexta-feira, 28 de outubro de 2011

CAMISA DE FORÇA

CAMISA DE FORÇA – Camisa de força é feito de pano, e, é uma camisa com mangas bem longas para que se possa amarrar uma pessoa louca e desequilibrada nela.



A Camisa de força era muito utilizada nos hospícios antigos, onde, para sossegar os pacientes, os psiquiatras os amarravam em camisas de forças e davam um sossega leão. Geralmente davam uma Torazina na veia e o louco amarrado simplesmente apagava.


Depois da reforma dos hospícios, as camisas de forças pararam de ser utilizadas desta forma, mas, se você for num hospital psiquiátrico– é bem possível encontrar pessoas que necessitem ficar temporariamente amarradas nas camas.


As camisas de força também ganharam outro sentido, que é o sexual. Sim, fetiche, sádicos, masoquistas, seja o que for, veio tudo da cabeça de Marquês de Sade. E não é que funciona? As camisas de forças são utilizadas para amarrar seus parceiros sexuais e fazer deles seus escravos do prazer. Muito se vê disso em casas especializadas em sadomasoquismo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Als das Kind Kind war

Lied Vom Kindsein

Sabia que a minha criança ainda não foi embora?




FRAGMENTOS DO EU-MENOR



"Hoje vemos como por um espelho, confusamente;
Mas então veremos face a face.
Hoje conheço em parte, mas então conhecerei totalmente,
Como eu sou conhecido (o eu que sou eu, não mais serei..."
 



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Lembro poucas coisas da minha infância, mas que até hoje carrego em mim como se fosse um pedaço de carne pendurado em meu organismo.

A primeira lembrança, era a R. Toledo. Essa era a rua onde minha vó materna morava. Umas duas casas para baixo, havia um corredor onde moravam algumas crianças, todas maiores que eu. Nesta eu época estava com meus 3 ou 4 anos, acho.

Lembro me ainda da casa de uma senhora ao lado, e, em seu quintal havia uma casa no fundo onde moravam mais duas crianças.  
Todas essas crianças brincavam juntas. E eu era a mais pequena.
faziam de mim a criança sequestrada, a filhinha, e assim por diante.

Eu gostava de um garoto que morava no fim do corredor. Tinha 10 anos. O cabelo encaracolado e olhos verdes. fumava maconha no terrano baldio do outro lado da rua. Com 10 anos.

Acho que ele sabia que eu gostava dele. Na casa da senhora ao lado, havia uma lavanderia, e um dia ele me chamou para ir até lá. Trancou a porta e me colocou sentada em cima duma máquina de lavar roupas. Lembro do local como se fosse agora. Uma casa de madeira com uma máquina de lavar e uma vasilha de pregadores.

Ele me sentou lá e disse: "você é minha namorada, né?"
E eu fiz que sim com a cabeça.
Ele então se aproximou de mim, pequena, sentada na máquina.
"Namorado tem que dar beijo" - falou.Que tipo de beijo daria eu, com 3 ou 4 anos? Ele me beijou de lingua. Sinto o gosto do chiclete até hoje, e, desde então, nunca mais coloquei um na boca.

Não me lembro de mais coisas além isso. Apenas disso. Ou apagou-se ou não houve mais nada. Não sei.
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Lembro da Priscila, a menina de uns 12 anos que tinha o cabelo tingido de amarelo, fritando presunto na casa dela, no final de um corredor todo manchado de chuva. 

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Lembro-me a primeira vez que assisti o filme "A Fera do Rock", eu estava no pré e minha melhor amiga chamava-se Camilona (porque tinha a Camilinha que era menor) minha professora chamava-se Neide e ela usava um cabo de televisão para explicar as coisas na lousa. Ela tinha um jeito de brava e proibia-nos de chupar chupeta. Ás vezes eu tirava minha chupeta amarela da mochila e chupava escondida. 
Na noite em que passou "A Fera do Rock" na televisão, a Camilona também tinha assistido. No dia seguinte, brincamos com os lápis de cor na escolinha, fingingo que ela era o Elvis (Jerry Lee Lewis) e eu a Mia (namorada dele de 13 anos)

Tinha um disturbio alimentar quando criança e o tenho até hoje. A pediatra surpreende-se de eu ter crescido sem nenhum tipo de anemia ou coisa parecida. Mas admito que sou uma pessoa fraca, totalmente indisposta, possuo um nível de sono fora do comum e canso-me como uma lesma subindo um pedacinho de terra.

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Minha vó paterna morava em Osasco quando eu tinha 6 anos. Lá tinha duas irmãs de quase a mesma idade que eu(
entre 7 e 8 anos)
Tínhamos brincadeiras estranhas. É só do que me lembro. Eu era a mulher, e as outras se rezevavam entre marido e amante. Depois de 13 anos, fui na casa delas, e ninguém comentou sobre as brincadeiras. Uma trabalhava em um banco e a outra, mais frágil com problemas de asma, estava grávida.

"In a cold December, memories can melt your heart away
In a warm September, you can still remember yesterday"

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"Quando a criança era criança,
Era a época das perguntas:
Por que eu sou Eu
E não tu?
Por que eu estou aqui e
Por que não lá?
Quando começou o tempo
E onde termina o espaço?
A vida sob o sol não é apenas um sonho?
Não seria tudo o que eu posso ver, ouvir e cheirar
Apenas a aparência de um mundo anterior a este mundo?
Existe mesmo o Mal
E pessoas que são realmente más?
Como é que eu, o Eu que eu sou,
Antes que eu viesse a ser, não era?
E como é que um dia eu,
O Eu que eu sou, não mais serei
O eu que Eu sou
?
"























 
*Referência poética: Memórias (Roy Orbison)/ filme: Wings of Desire


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

não queirais vós


Você tem duas opções de encarar o mundo, mas nas duas você vai se foder.
Uma é ser ousado e receber em troca o desafeto dos invejosos e a empatia daqueles que te acharam abusado.
Outra é ser um sonso, um reles mortal sórdido afundando na lama da insignificância.


Qual desses dois destinos podres vais escolher?
 Eu não tenho muita escolha, a qualquer modo sou mal vista.


Qualquer decisão que tomarei servirará como um soco em minhas melancólicas tripas.

Hoje eu defeco a saudade de ser honesta e fraca.
Dou descarga, mas não antes de dar adeus ao que poderia ter sido de tudo.

Dou de mim o mais puro que tenho
mas não queireirais vós, se tiveres estômago para o meu ruim.






quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Você está sozinho, isso é maravilhoso!

Uma garotinha de três anos chora porque o Jack morre no final de Titanic. Meus olhos ardem. porra, e como ardem.

Ela vai ver que um dia todos os Jacks morrerão. Todos eles nos deixam a ver navios, literalmente.
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Odeio as pessoas. Todas. Eu as vejo dentro do metrô e do ônibus, tenho vontade de arrancar-lhes as cabeças gordas cheias de imbecilidades mórbidas, sem nenhuma utilidade. DÓI DEMAIS EM MIM SABER QUE SOU UMA DELAS. criando um mercado egoistas de consumo, de produtos, de redes sociais como esta que eu escrevo. COMO O MEU PRÓPRIO ESTERCO.

Mas, dê-me sua mão, você é maravilhoso!

E eu sou sempre a mesma, pequena hipócrita, imoral e sem personalidade, banalizando os sentimentos e o nada como se isso fosse o meu tudo.

O que que tem, se tudo isso é o meu suicidio?

(os dedos amarelos de cigarro, por favor, uma última dose de uma droga qualquer. "novo para escolher, velho para perder")

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

bicicletário vazio, 
o pneu tá mesmo murcho
camaradagem é mentira
sedução é necrofilia



OBSOLETO

quando tua mãe te pariu
você tinha ar na cabeça,

a cabeça não saia da vagina da tua mãe

você foi o freak show de todos os hospitais





É MENTIRA QUE PROZAC DEIXA SEM SENTIMENTOS

É que passamos tanto tempo sentindo coisas ruins que, quando não sentimos mais, a gente pensa que não sente mais nada.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

TE ADORO LOUCO






Se às vezes machuco, é porque te adoro...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Anna Karina do pornô



Anna Karina pornozinha

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[você quer seu herói mole ou duro?]



amor nunca poderia ter sido confundido com beleza
você não acha?







quinta-feira, 21 de julho de 2011

catalepsia

confusão. filho, pega um cigarro e enfia no meu. aceso, é claro.
essas marcas nos meus ombros são só as suas sujeiras. você é cheio de sujeira. estou de saco cheio da sua sujeira. eu tô desanimada e é por causa da sua sujeira. não tem como lavar você, filho, porque até sua alma fede. eu tô cansada de café e nenhum cigarro de merda aceso no meu rabo gordo.
to tão cansada de ser eu nesse corpo cataléptico e desagradável. agora o cheiro de solidão inunda o meu vazio, cheio de merda, cheio de um nada cuspido.



sabe, filho, eu não sou nenhuma escritora.
eu não sou nem inteligente e nem atenciosa.
não conheço mil canções ou mil filmes melodramáticos da puta que o pariu.
não sou bonita tampouco vaidosa.
sabe, filho, não passo de uma vagabundinha deplorável
comendo a merda que deus serve em meu prato dia pós dia
sabe, existem pessoas que nasceram pra fodeção
e eu sou uma delas, tenho certeza.
nasci para a doença
para o ralo cheio de cabelo de cu

algumas costelas foram feitas exatamente para serem quebradas

terça-feira, 21 de junho de 2011

A S F I X I A C E R E B R A L

morre toda hipótese de ar dentro de mim
toda a hipótese de inalar qualquer coisa parcida comigo mesmo

as cortinas estão fechadas e a culpa é minha
sufocada na minha lama
empanturrada da minha própria farinha

cansada, nem sei se essa é a palavra exata
pra separar de mim o que me prende a essa fumaça
o que mais sinto é um corroer incessante
da minha traça

aquela que alimentei com meu sangue azedo
com meus dedos ásperos
com meu sexo frígido
com todo o tipo de enfermidade
e promiscuidade
desalmalda
de um animal
no cio

esporro minha coqueluche

as minhas
agudas e tristes

secreções

minha falta de ar
o silencio das minhas canções

quarta-feira, 11 de maio de 2011

adorável, dependente e vulnerável.

alguns seres nasceram acorrentados a outros. digo isso no bom sentido, se há.
é uma espécie de dependência espiritual.

não existem prazeres carnais para esses. são siameses, celestiais.

seres cósmicos, como definiria jim, sua pam.
mesmo se nunca tivessem se conhecido seriam ligados um a outro, porque suas almas eram siamesas. Assim, acredito que nem a morte os separa. a eternidade fará parte deles.

abelardo e heloísa depois de humilhados, viveram separados, apenas trocando cartas por muitos anos. por amor, heloísa fez votos e entrou para um convento, enquanto que abelarlado foi para o mosteiro.

Depois de um certo período, se viam diariamente, pois abelardo abriu uma escola religiosa próxima ao convento de Heloísa. mas mesmo assim não se falavam. continuavam apenas a trocar cartas até o fim de suas vidas.

os dois estão enterrados no pére lechaise. assim como jim, e edith.
quero ser enterrada lá.
meu último suspiro de vida, desejo do fundo do âmago, desde meus doze anos de idade, que seja fora daqui. que seja em Paris.

Paris te puxa pelas bolas e não te deixa ir embora, como diria henry miller. acredito nisso, mesmo não tendo bolas.

acho que existem pessoas afins.
acho que independente do que acontecer elas sempre serão.
nada muda o apego de almas duplas.

só existe uma pessoa no mundo que entenderá você.
ela é sua irmã gêmea, se a encontrar, não a perca e não confunda isso com a banalidade sexual dos humanos. é muito maior que isso.



quarta-feira, 4 de maio de 2011

inouï


Sempre classifiquei as pessoas em boas ou más, as coisas em boas ou ruins, os dias em bons ou fodidos, mas minha vida sempre permaneceu na profunda inércia de um tanto faz, de um 8/4, de um fodido papel higienico cheio de merda

pude contemplar a sujeira toda num belo prato posto à mesa. era tanta que servi a mim e a todos que estavam ao meu redor.

Agora, é a hora dos assassinos. A idéia de obter a liberdade, trair-me como num belo sacrilégio. Gozar em todas as graças alcançadas por meus santos.

A diferença, é que agora não me importo.
Pode parecer que careço de ajuda, mas acho que agora faria bem um pouco de hostilidade.

" A CRIAÇÃO COMEÇA COM UMA DOLOROSA SEPARAÇÃO"

mas, agora não.


















































































































Prends-moi

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Muitas vezes o coração dos homens e das mulheres é excitado, assim como confortado, nos seus desgostos, mais pelo exemplo do que pelas palavras. Portanto, porque também conheci algum consolo, graças a conversas tidas com alguém que foi disso testemunha, estou decidido a escrever acerca dos sofrimentos originados pelos meus infortúnios, para os olhos de alguém que, embora ausente, é em si mesmo e sempre um consolador. Faço-o para que, ao comparades os vossos desgostos com os meus, possais descobrir que, em verdade, os vossos não são nada, ou, no máximo insignificantes, e assim, consigais suportá-los mais facilmente.

[Abelardo]
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NEURASTENIA DEGENERATIVA
TREPAÇÃO DENTRO DO MEU CORAÇÃO EMPAPUÇADO
AQUELA PORRA TODA GRUDADA NA GARGANTA
MERDA ENCEFÁLICA JORRA PARA TODOS OS CANTOS
ENTÃO
VOLTO AO ÚTERO
ONDE TUDO ERA PEQUENO E PODRE
REGRESSÃO PARA A INFÂNCIA ESCROTAL
.


HOSPITAL.

NADA EM MIM É VERDADE
ALÉM DA AUSENCIA

domingo, 24 de abril de 2011

dentro de mim ejacula úmido

SE EU TE SUJO COM MEU SANGUE, É PORQUE EU TE AMO
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sinto teu pulsar ao meu fundo
e uma lágrima salgada escorre
para dentro
dos teus
tristes olhos


vês?

ninguém foi assim, tão formidável
a ponto de jorrar de si
o que tem de maior em mim.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Augusto dos anjos

derruba em mim uma vontade imensa de parar
parar com todo o silêncio e toda a bagunça
que circula nas avenidas
nas esquinas

eu estou tropeçando em todo esse vazio
cheio de indiferença e insatisfação.

falta ar como falta amor
um dia lindo fodido
corroendo em meu torpor


"anseio.

Quem sou eu, neste ergástulo das vidas. Danadamente, a soluçar de dor?"

quarta-feira, 9 de março de 2011

Viver é mais gelado que morrer




O cheiro de vômito é como uma morte precoce
circula pelo quarto feito parasita e entra nos corpos cansados cheios de dores e arrependimentos
lágrimas e restos de comida misturam-se

ataque cardíaco é como uma larva
toma conta do corpo
apodrecendo
suas artérias latejam
o cerébro doente de droga
desintegra enquanto o dia
vai amanhecendo







terça-feira, 1 de março de 2011

“Ri, coração, tristíssimo palhaço”.

[Cruz e Sousa]

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Agora eu como com muita alegria

a casca de nossas feridas

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Limbo em Libra, lua em sagitário

Ah, sabe qual é o problema? não tenho o mínima vontade.
o prozac tirou de mim todo e qualquer motivo de sofrer e toda minha capacidade de chorar pelo leite azedo derramado.

prozen faz de mim limbo em libra, também te fez uma minhoca sem vertebras.
É assim esse paraíso: acendo um cigarro de crack, atravesso as ruas iluminadas do noturno percevejo e peço que o caminho me leve para um lugar onde não haja memória alguma.

onde tudo é uma onda de alzheimer, de demência senil precoce.
eu não sei mais onde está meu buraco, ele sangra mas está fechado.
é só o céu desabando num vermelho infinito
é só o céu me esmagando e me inundando de lua em sagitário.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

pombinha pornográfica

- eu sou uma pomba giratória no mundo das aberrações sordidas num dia torpe e esquecido dentro de venus

- o que seria uma pomba giratoria?

- uma pomba que fica girando a procura de seu cu, como um cão sarnento

- nossa, que hostilidade

- a pomba ta girando a procura de seu proprio cu, a pomba quer lamber o proprio cu dela.

-ah sim, quer fazer um auto-sucker...pombinha pornografica