sábado, 18 de agosto de 2012

Lira dos 20

O sangue escorre enquanto todos os paus fodem a úlcera que pulsa entre as pernas. Parasitas comem a carne e não sentem a face, que queima. Amor tardio, não é mais tempo de senti-lo. A fuga dos 17 anos já morreu há 7 anos...Acostume-se e durma com o esqueleto vazio. O coração não passa de um órgão morto e esquecido. Na lira dos 20 anos.

domingo, 12 de agosto de 2012

Coceira na cabeça

exagerei nas drogas esse final de semana. Em todos os tipos de drogas.

sábado, 11 de agosto de 2012

Quem falar primeiro, come toda a bosta dela

Sabe o que eu mais gosto de fazer? é sentar minha bunda aqui e ficar me drogando. Não tem coisa melhor. Te digo. Nada de pessoas, nada de conversas, nada de troca de opiniões, nada ouvir a história CHATA PRA CARALHO das pessoas. Eu não gosto de conversar, na realidade eu odeio conversar.

 O papo furado das pessoas é tão medíocre, que quando elas ficam de bico fechado eu agradeço a Deus por momentos tão ternos. 

Por outro lado, sinto-me na obrigação de falar alguma coisa já que o ser humano, não sei por que raios que o partam em milhões de pedacinhos, precisam tanto ficar falando abobrinhas o tempo todo. 

"(...)Meu pai está doente, ...eu perdi o emprego, ...minha mãe morreu, ...ah a minha também, ...meu amigo quer se matar, bibibi, bobobó,(...)" Estão sempre competindo quem tem mais desgraças.

 Quando não desgraças, Querem mostrar que são felizes

"(...)Eu vou pra Londres, ...ah eu vou pra Paris passar dois anos lá, ...ah, mas eu vou de férias comprar o que eu quiser, ... sério, mas eu tenho uma casa em Londres posso ir quando quiser...(...)

Vão à puta que os pariu com suas desgraças, com a grana que ganharam de sorte na vida. Vão se foder e vão curtir a fossa e a grana de bico fechado, porra.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O que preciso para ser boa?


Quero saber o que eu preciso para ser boa, boa de verdade em alguma coisa. A verdade é que não sou boa em nada que faço. Ou sou muito ruim - incapaz- ou sou mediana - medíocre.

Comecei meu curso de jornalismo porque achei que escrevia bem, mas agora estou no último semestre e percebo que não gosto de jornalismo. Jornalistas são pessoas idiotas que pensam que sabem sobre tudo, além disso não escrevem bem, escrevem apenas quem, como, que, porque, onde.

Os que escrevem mais do que isso são vangloriados, suas ideias mesmo que idiotas são levadas a serio. "Não, ele é jornalista, ele sabe o que diz" É só mais uma opinião. Foda-se. Na faculdade você aprende um monte de merda, aprende que para ser um bom jornalista você precisa conhecer o nome e o trabalho de um monte de imbecis, e o pior, você tem que se espelhar nesse monte de lixo.

Até Hunter Thompson perdeu a graça pra mim, porque um monte de idiota alternativo agora quer ser como ele. Quer saber, eu não nasci pra escrever notícias, eu nem gosto de fofoca, eu não tô nem aí pro mundo, pra política e pro raio que o parta.

Além disso, aprendi o quão podre é essa profissão de lambe-bundas. Você é um bom jornalista se você é um bom lambedor, não se você é um escritor. Esqueça tudo que estudou sobre redação, linguagem e afins, vai ter um babaca que estudou letras para editar a porcaria toda pra você.

Então é isso. Não sou boa jornalista. Por outro lado, não sou boa escritora já que nem um livro eu consigo escrever. Nem começar. Então, pra que eu sirvo, Diós?

A espera de alguma qualidade razoável. Isso é uma pequena esperança

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

uma meia porção de coisas pra falar

A pedido de uma amiga de longa-data, vou fazer um relato sobre minha doença para disponibilizar num tumblr.  Achei válida a ideia, já que as histórias virão a público através de alter-egos. 

bom, vocês me encontram por lá.

Sable Starr


  

domingo, 5 de agosto de 2012

SIM!!!!!!!!!!!!!!

Não sei me comportar em público, não sei conversar, não sei me portar como uma garota normal, não gosto de conversas longas, não tenho interesse em 90% do que as pessoas se interessam e não, eu não sei agradar.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Lord Knows Best

Eu desisti das pessoas. Desisti de tentar agradá-las, de significar alguma coisa para elas, de ser importante para alguém. Eu simplesmente desisti. E desistir das pessoas faz com que eu desista da minha própria pessoa.. 


Essa semana, sonhei 3 vezes com o mar. Em todos os meus sonhos, o mar estava agitado, correnteza forte, redemoinho. Às vezes penso, faz tanto tempo que não vejo o mar, que poderia passar dias a fio olhando para ele. 


Desistir de mim, afinal, não trará grandes danos a ninguém. Eu já sou mesmo um caso perdido, nasci torta, sempre fui, sempre. Tenho vinte e cinco anos e nunca estive bem em toda a minha existência.


Desistir só vai tirar um fardo das minhas costas. Não preciso nunca mais por o pé para fora deste quarto. Posso continuar respirando, enquanto haja a vida que não posso aniquilar, mas todo o tipo de vida que eu puder, eu vou destroçar, até o fim.


Deus sabe o que é melhor para nós. Não sabe? Deus sabe o que fez comigo, me fez inteira, mas sem um cérebro sadio, me fez por algum motivo transtornada. Me deu péssimos hábitos, fobias, doenças e a cura disso tudo, Deus sabe que é a morte.

Deus sempre sabe o que é melhor. Eu nunca sei de porra nenhuma.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Dia de quem?

Alguém botou na minha cabeça que não sou capaz de fazer nada. Nem aquilo que me dediquei a fazer desde criança. Alguém me disse que não tenho força de vontade, que sou um verme em cima do cocô do cachorro.


E eu, nada mais fiz do que acreditar. Acredito não ser possível desenvolver nada. Me fechei num casulo apertado, onde não há espaço para fazer absolutamente nada. Não ouso sair. Tenho medo. 
Às vezes penso em voltar a escrever. Mas desisto assim que me deparo com meus diários dos últimos 10 anos, com cadernos completos de histórias medíocres; dou meia volta e me lembro, "Thaïs, você não pode fazer nada. Esta presa na mesmice, está presa e não pode se mexer."


É assim que decidi escrever um livro. Ele, de fato, não será uma grande novidade pra ninguém que entra aqui, minha intenção não será vender alguns 5 exemplares, mas sim, imprimir em corpo físico a vida deste blog, a vida dos meus diários, a vida da minha doença, nem um pouco aficionada. Um dia, hei de começar, mas agora...agora não.

Então, li em algum lugar que hoje é o dia dos escritores. Sou fascinada por eles e por suas vidas, mais até, que por suas obras. Então, quando eu tinha 9 anos de idade, decidi que queria ser como eles, mas vejam o que me torno a cada dia que passa, uma criatura insípida, jorrando anedonia e distração.


sábado, 21 de julho de 2012

Contando até cem

O eco do mundo é como uma bela privada entupida
O som que chega ao ouvido é o estridente cheiro de merda

Comamos o almoço, caguemos nossos jantares
impiedosos satíricos
engolem a seco na garganta
o que jamais irão desfrutar
a maioria dos paladares

Nada mais sou do que um gelo em chamas

quinta-feira, 7 de junho de 2012

frustração




as vezes nao sei quem sou, as vezes não consigo ficar feliz e me sinto tão frustrada por não ser a pessoa a sua altura sabe, alguém que pudesse suprir suas expectativas
meu amor
agora é que to chorando mais
e mais
ta escorrendo lagriminha

to me sentindo muito estranha
queria ser uma pessoa melhor
mas eu nao consigo nem ser eu
quanto mais outra pessoa melhor
é tão ruim esse sentimento de vazio
esse sentimento de não saber o que sou e o porquê disto.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

sleep on

Não fui à psiquiatra ontem, no fundo, uma espécie de vingança. Mas a qualquer modo, toda vingança envenena e cá estou eu sem remédio. Agora são 07h19 da manhã e eu estou virada. Fiz de tudo, confesso. televisão, livro (Anaïs, que me prendeu por bastante tempo), tentei dormir. Em vão. Tudo que eu gostaria era de voltar ao passado e ter ido à consulta pegar minha quetiapina. (fodam-se as fluoxetinas)

Tomei uma sopa de feijão requentada às 7h, não, não é comum, mas meu estômago estava parecendo um saco vazio. Olho pela enorme janela da sala, que logo não será mais minha, e vejo a Paulista coberta de névoa. Daqui umas semanas, minha visão será da 13 quando sair na janela.

Sem um pingo de sono, sem o clichê de "vou fazer sabonetes" porque isso me enoja. Vou é manter os olhos abertos feito uma doente no cio até não aguentar mais.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

vai pegar mal se eu contar?

Briguei com a Karina, minha psiquiatra. Mas serei breve porque  esse fato é meio constrangedor, eu acho. Pra começar falei que não ia espera-la mais, depois de quase a tarde toda, sem falar da semana passada que não tive tempo de buscar os remédios na farmácia do IPQ graças a estimada pontualidade dela.

Depois, veio a parte mais cômica e drástica desta história, quando eu falei que ela não dava atenção pra mim, só pra outra paciente (que não vou citar o nome, porque eu gosto dela e não quero que ela pense o contrário, caso venha a ler este relato enfadonho algum dia)

Ela disse que o caso era novo e perguntou se acaso eu me lembrava de quando eu ingressei o tratamento no IPQ. Me lembro pouco, pois estava totalmente dopada de rivotril 24 horas por dia. Mas, mesmo assim eu disse, "Lembro-me e aliás, não sei porque você me perguntou isso se meu psiquiatra era o Bruno"

Não que eu goste mais do Bruno, mas ele gostava mais de mim, eu acho. A Karina tem ideias idiotas, do tipo, eu, uma pessoa com transtorno de personalidade limítrofe, desempregada e estudando as duras penas, ela pergunta, porque eu não vou morar sozinha. Por que será, dr. Karina?

Enfim, isto não vem ao caso agora, voltemos aonde parei. Sei que foi doentio da minha parte me importar com esse tipo de coisa, afinal, ela é só mais uma deles, dos loucos que pensam que são normais. Não confiar. Menos, claro no meu supervisor, que eu amo de paixão, o doctor Erlis, ele é uma pessoa muito especial.

No mais, acabou em "pizza" na enfermaria do integrado. E daí? No fim, continuarei a tomar aquela imensidão de comprimidos para loucura todos os dias. E eu estou de saco cheio deles.




terça-feira, 1 de maio de 2012

E o nada é meu tudo

Me sinto horrível. parece que tem alguém apertando bem forte meu pescoço e tudo que consigo sentir é um enjoo no estômago, uma fraqueza que passa pelos meus braços e se desloca para fora de mim, como uma grande energia desperdiçada.

Já não me sinto bonita há muito. Não tenho o menor prazer em fazer fotos minhas. Se tiro, não as uso, porque sinto-me feia. só fotografo ruas, lugares, coisas, porque eu não gosto de me auto-retratar. Já fui Frida Khalo durante um bom tempo e me sentia bem quando era. Agora pareço me mais com um ratinho medroso fugindo de tudo e de todos.

Acho que meu inferno astral é o aconchego pelo qual eu me dedico. Tens razão, talvez eu goste do gosto das cinzas, sou triste e me sinto bem assim.

Tô trancada em uma versão opaca dos meus sonhos e tudo que faço é engolir oito comprimidos por dia, como se isso fosse ajudar em alguma coisa!


porque todo mundo sabe, ela é a fêmea fatal.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

EX - terminar-se

apodreça na sua condição de primitivo
escarre sua doença amorosa em cima de mim
todo o brilho que teve um dia
escorrendo feito diarréia
pelas tuas pernas

cortemos o cordão entre o fracasso
e o injusto

afundemos na lama da paixão pejorativa

então,aniquilai-vos vós

terça-feira, 27 de março de 2012

Os remendadores de cérebro...





... e coração.

Me diga, você acredita na destruição? você é capaz de odiar com todo o coração?

Dou passos enfadonhos em direção ao caos. emerge de dentro dos rins a força súbita do câncer-perfurador-de-vaginas-sebentas.

corro mas não chego a nenhum lugar. Você me diz o que quer ouvir, e eu quebro o seu maldito... aquilo que você chama de coração.

um monte de artéria ligada numa merda que ainda pulsa, pra mim não faz a menor diferença. MAS ELE NUNCA PARA

vou tentar agora chegar onde eu sempre quis chegar
vou tentar te dizer
baby
eu posso sentir
eu posso sentir

uma criança me disse que amava alguém como homem amava mulher
e eu me assustei. 

então, esquece isso e não fode o resto da noite, tá bem?
então esquece isso e goze na boca do seu amor, afinal, ele está meio sozinho.

domingo, 18 de março de 2012

OLHOS DE OVO FRITO GIRANDO COMPULSIVOS

Eu só vim avisar 
que o FREAKNIK vem aí!



















































Eu sou o miolo do centro da cidade
escarrada na calçada
lixo no poste de luz

holofotes vermelhos gritantes
dores celestiais em quartos privê

donde o ócio e um ofício
e o mais árduo deles

meio fio, vagalume
fim da esquina.

cheiro de oléo do pastél do china

sexta-feira, 16 de março de 2012

Arranco os ovários de todas as minhas barbies

Gosto de comer ovários das minhas bonecas
com uma pitadinha de pimenta
Elas não podem ter filhos
assim como eu não posso

arranco-lhes os óvulos nos dentes
 onde a alma das crianças pré-mortas
choram semen quente

daria tudo pra fritar com tuas bolas
e colocar no menu uma comida muito especial

sábado, 10 de março de 2012

Quando a gente cresce a gente para de amar

Eu repudio a sociedade a qual sou obrigada a ceder.
Sou fascinada por todas as anomalias do mundo. Isso sim me faz querer respirar, nem que seja um ar morto, mas que venha dos pulmões da boca do lixo.
Quando a gente cresce, a gente percebe que fomos enganados de uma maneira agonizante.
Transitar entre jardins, não tem mais graça assim. Os olhos se arregalam para parte do mundo onde não há sustos ou cochilos infantis.
Há uma explosão de bares fumegantes, pessoas em tecnicolor, transviados mordem iscas num pesqueiro antológico.
Indochina se apaga e nós todos não podemos mais ver. 
Nós somos o ânus do terceiro mundo, germinando em compulsiva diarreia.
A gente cresce e para de amar, simplesmente porque alguém nos ensina que foder da mais prazer.