segunda-feira, 1 de junho de 2009

A fada masoquista está amarrada no seu tronco preferido

Ansiedade hoje. Por quê? Não sei. É a velha história...ansiedade livre ou sei lá o quê...o fato é que eu DE-TES-TO sentir isso. Pavoroso. E é diário. De vez em quando não sei o que falta, acho que falta sofrer...daí volto a tocar naquelas feridas que nunca fecham por falta de tempo, puro sadismo, eu sei. Episódios depressivos atípico, transtorno de ansiedade específica: histeria de angústia.
E não há mais carbamazepina e anafranil que aguente, estou esgotada desses remédios. Preciso de uma nova defesa para meu anseio, dor, picos, carreiras, seja lá o que for, preencher. Vão, vazio.
A Thaís é problemática, entende? Deu para fazer escândalos por coisas desnecessárias, e não sabe viver saudavelmente. Ao menos sente tudo como deve ser sentido, vocês é que são umas porras sujas e desumanas, não sentem amor nem ódio. Eu não sei ser meio, mediocre.

Acredite, é vazio.
E apenas gostaria que eles parassem com essa investigação traumática até chegar ao meu ponto fraco. É patético. patológico.
Eu sei o que tenho só não ser como resolver esse acaso...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

[Auto-retrato]

O que eu era fui
fluída fugidia fumaça
fui e era
não ao perfeito ser

Vislumbro o que fui
ou só vislumbre o outro é
ostensiva fragmentação
de bem moldada forma

no barro adâmico
de sonho e sono fui
derrapante à erosão
era fui ser não sei

a chuva corre em mim
esta que era, fui
brasa evaporada
sob as gotas do medo


[Laís C.A]

terça-feira, 26 de maio de 2009

Christiane é borderline [e eu também]

Acho pouco razoável escrever só quando tenho crises. Reparou como pessoas limítrofes adoram essa expressão "crise"? Pois é, é assim mais ou menos que chamamos aquilo que nos acontece vez ou outra e não sabemos explicar com palavras quando alguém nos pergunta.
Ocorreu-me a idéia de escrever mais aqui, enfim, escrever bobagens também, sobre a minha vida cotidiana... Por exemplo, como eu gosto de assistir aos Simpsons com meu namorado, e como gosto de comer o macarrão da minha mãe aos domingos. Não tenho mesmo pretensão nenhuma de que este blog seja jornalístico, ou tenha alguma serventia para alguém que não seja ao meu próprio eu.
Não que eu não goste dos meus últimos textos, mas agora acho que preciso escrever com mais liberdade, e tem sido complicado relacioná-los com a minha vida e/ou escrevê-los de forma que demonstre o que eu realmente gostaria de demonstrar sem usar toda a liberdade... acabei podando-me a um objetivo estreito e talvez nulo, já que existem milhões de possibilidades se eu utilizar o caos e a liberdade exposta a mim.
Enfim, pode ser que amanhã mesmo eu mude de idéia e continue a me restringir, talvez até mesmo antes de postar esse texto, mas independente de qualquer coisa, ele vai ao ar. ha, ha, ha.


Essa instabilidade é comum aos "patologicamente limítrofes", e descobri por conta própria que Christiane também é borderline. Que Christiane? Essa da foto lá embaixo, conhece? Eu a conheço há uns anos e de uns dias para cá, fui novamente interessar-me pela vida dela, já que li um artigo dizendo que ela havia fugido para Amsterdam com seu atual namorado, e, segundo o tal, ficou semanas sem tomar banho, fumando maconha e voltou a injetar heroina (Deus sabe lá em qual veia, já que todas estão entupidas). Enquanto seu filho, Nico, de onze anos, passava suas tardes jogando video game, abandonado por Christiane.
O cara disse abandonado, mas não acho que ela seria capaz de tal coisa. Apesar de todos os fatos, ela seqüestrou o próprio filho para poder viajar para Amsterdam, já que quando as autoridades ficaram sabendo da viagem proibiram a ida do garoto. Não creio que uma mãe que não ligue para seu filho teria o trabalho de sequestrá-lo para então o levar com ela... Enfim, o fato é que, juntei detalhe por detalhe da vida de Christiane e pude concluir que ela é borderline.


1. Trauma na infância - a péssima relação da família, onde o pai bebia e batia na mãe e nas duas filhas por causa de frustrações pessoais, até chegar à separação definitiva do casal.


2. Complexo de inferioridade - Christiane achava que precisava ser como um grupo de pessoas para ser aceita e ingressar nele. Ora se achava inferior a garotas que já tinham o "corpo de mulher" sendo que ela era ainda uma menina, ora pessoas que usavam heroina eram superiores porque acreditava que essas eram muito mais experientes do que ela, etc.


3. Uso compulsivo de algo para preencher o sentimento do "vazio" da self - a Heroína. Bem, não preciso citar nenhum outro ato compulsivo, já que esse foi suficientemente decadente tendo em vista que a vida que Christiane construiu a partir de então era preenchida pela heroína e transformou-se em promíscua, ao praticar trottoir para sustentar seu vício.


4. Medo da solidão - Christiane é visivelmente uma pessoa com medo de estar sozinha, e de ser abandonada, fazendo qualquer coisa para evitar o abandono real ou imaginado. Como exemplo maior, o uso de Heroína para manter primeiramente a amizade de Detlef e depois de outras pessoas que julgava importante. Fazia coisas só para ter aprovação daqueles que tinha medo constante de perder.


5. Instabilidade emocional - Christiane é uma pessoa emocionalmente instável, ora presa num espírito infantil, ora inferior às pessoas, e mantinha relacionamentos conjugais instáveis (como exemplo o número de rapazes com quem Christiane se relacionou...).


6. Busca desenfreada por um alívio do tédio - Christiane fica entediada muito rapidamente e é incapaz de agir com naturalidade numa situação que implique um pouco de monotonia, como por exemplo um ambiente de trabalho, concentrar-se em estudos, seguir regras etc.


Bem, concluo através destes itens que Christiane Vera é Borderline.
Mas não podia me basear somente no que eu penso e dizer com tanta convicção (ah, quer dizer, eu poderia sim, afinal o blog é meu hahahaha). Mas, como jornalista que sou, pesquisei na internet muitas páginas, e descobri uma reportagem que diz que Christiane havia sido tratada por muito tempo somente como uma dependente química, quando na verdade deveria ter sido tratada como uma borderline, pela intensa disfunção de sua personalidade limótrofe.


Ah, enfim, Christiane é borderline.
[e eu também]

domingo, 24 de maio de 2009

Todos estão cansados de mim todos estão cansados de mim todos estão cansados de mim
todos estão cansados de mim todos estão cansados de mim todos estão cansados de mim
todos estão cansados de mim todos estão cansados de mim todos estão cansados de mim
todos estão cansados de mim todos estão cansados de mim todos estão cansados de mim
todos estão cansados de mim todos estão cansados de mim todos estão cansados de mim
todos estão cansados de mim todos estão cansados de mim todos estão cansados de mim
todos estão cansados de mim todos estão cansados de mim todos estão cansados de mim

E agora estou tão sozinha, e agora eu estão tão sozinha, e agora estou tão sozinha

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Tenha estilo.


Droga pesada -- junky -- é uma equação celular que ensina ao junky verdades de validade universal. Aprendi muito usando junky: vi a vida sendo medida em conta-gotas com solução de morfina. Senti a privação agônica da droga -- a chamada "fissura" -- e o alívio prazeroso quando as células sedentas de junky bebiam da agulha. É possível que todo prazer seja apenas alívio. Aprendi o estoicismo celular que a droga ensina ao junky. Vi uma cela repleta de junkies fissurados, silentes e imóveis em suas misérias estanques. Eles sabiam o quanto era inútil reclamar ou se mover. Sabiam que ninguém ali podia ajudar ninguém. Não há nenhum recurso, segredo que alguém possua e possa te oferecer.

Aprendi a equação junky. Droga pesada não é um meio de aumentar o prazer de viver. Junky não é um barato. É um meio de vida.


[Bill Lee]

sexta-feira, 15 de maio de 2009

cansei.

Eu tive uma crise meio pesada ontém, gritei, quebrei meu quarto, fiz as malas porque decidi dar o fora, desisti, tomei 400 mg de carbamazepina e 100 mg de clomipramina, deitei na cama, cortei o pescoço, dormi com a tesoura ao lado. Levantei algumas horas depois cambaleando, apenas para dizer aos senhores que está tudo bem, tudo bem.

Ele acabou desligando a maldita música, e as coisas continuam no mesmo lugar.
É assim que preciso, por que me torturar?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

ser alguém sem você

Tenho raiva de esperar por você o dia todo, e você não aparecer.

domingo, 10 de maio de 2009

C.a.i.o [de novo]

"Então me vens e me chega e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza, deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque assim que és…"

sexta-feira, 8 de maio de 2009

C.a.i.o

"Não lembrar dos que se foram, não desejar o que não se tem e talvez nem se terá, não discutir, nem vingar-se, e temperar tudo isso com chás, de preferência ingleses, cristais de gengibre, gotas de codeína, se a barra pesar, vinhos, conhaques - tudo isso ajuda"

[Não sei ser alguém sem você]



Eu te amo, tanto! De uma maneira urgente e apressada: como se todos os segundos da tua existência fossem se ausentar de repente, preciso sentir teu cheiro, e ouvir tuas palavras, mesmo aquelas que tu repetes algumas várias vezes, gosto e me espanto de novo: pra sempre! Como te amo! No balanço de um trem, a tua espera na rodoviária, na nossa cama de madrugada, sentir tua respiração de vagarinho, te amo tanto e nada falta, nada falta.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Ausência daquela ausência-dominical.

O domingo foi daqueles de preencher-me com tudo aquilo que não tenho.
humm! E como descubro falhas na minha personalidade quando tenho essas estranhas-felizes-tardes. Sozinha. Sim, isso prova o quão decadente acabei me tornando.
Passei a tarde tagarelando: como eu nasci assim, como sou assado, como acho isso-e-aquilo, e ele escutava sempre atento, gosta de ouvir as mesmas histórias de quando estou completa daquilo que me falta, ele também fez parte daquele domingo feliz, de tudo que me completa e que falta durante os amargos dias úteis. (inúteis?)

O chato é a hora que acaba, viro então a gata-borralheira novamente, sem os castelos, sem as fadas madrinhas, e lá se vai o príncipe também.
O que me mantém?
-



[Não é luxo, é só necessidade]

domingo, 3 de maio de 2009

:(

Agora eu nem sei mais o que escrever, e na verdade nem o que pensar. Deveria eu pensar?Eu só quero ficar acordada e lembrar o meu nome. É tão dificil manter essa verdade horrivel no meu peito! E toda vez que me deparo face a face com ela, me destroça em um milhão de células, espalhadas por todos os cantos, no universo, no seus olhos, na pele.

Eu só não esperava...
não esperava.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Mentir ou calar?

Absoluto.

Talvez eu não seja o meu absoluto, e procure por ele. Sinto-me azeda por ser quem sou, canso da voz que sai do fundo do amâgo, que ecoa nas paredes e volta para mim, como um copo estilhaçando no chão: rasga os pés descalços.

Aprender a calar-se quando queres dizer verdades.
Aprender a calar-se quando queres dizer verdades.
Aprender a calar-se quando queres dizer verdades.
Aprender a calar-se quando queres dizer verdades.
Aprender a calar-se quando queres dizer verdades.
Aprender a calar-se quando queres dizer verdades.
Aprender a calar-se quando queres dizer verdades.
Aprender a calar-se quando queres dizer verdades.
Aprender a calar-se quando queres dizer verdades.
Aprender a calar-se quando queres dizer verdades.
Aprender a calar-se quando queres dizer verdades.

Mas se a dor de calar é tão insuportável, tente outra saída.
Essa é a lição do dia: Verdade é má, Verdade é errada.

então, MINTA!

sábado, 25 de abril de 2009

GALARIA OLIDO

Exposição mostra cotidiano de edifícios desapropriados em SPDa Redação
A certidão do habite-se é um documento que atesta que um imóvel está em condições de ser habitado, de acordo com a prefeitura. A exposição de mesmo nome, aberta ao público a partir desta quinta-feira (16) em São Paulo, é um conjunto de fotos, vídeos e cenografia que mostra o cotidiano de dois prédios desapropriados na região central de São Paulo, o São Vito -- conhecido popularmente como "Treme-treme" -- e o Mercúrio.



Fotografia mostra edifício Mercúrio, na região central de São Paulo, desapropriado em 2008. Imagem integra exposição na galeria Olido, em São Paulo, com fotos, vídeos e cenografia relacionados ao desapropriamento de dois prédios na capital paulista

VEJA MAIS FOTOS DA EXPOSIÇÃO "HABITE-SE", EM CARTAZ NA GALERIA OLIDO, EM SP

A mostra é composta por 48 fotos, vídeos com registros da rotina e depoimentos de moradores dos prédios, além de cenografia que busca retratar um apartamento dos edifícios desapropriados pela prefeitura nos últimos cinco anos. Segundo um dos fotógrafos que participa da mostra, Paulo Fehlauer, integrante do coletivo Garapa, "a ideia é discutir políticas públicas, revitalização do centro".

"Habite-se" é a reunião de um trabalho em vídeo que começou a ser realizado pela documentarista Camila Mouri em 2003, junto ao de fotógrafos que ela convidou, na época, para retratar a desapropriação do edifício São Vito, e de outros que se uniram depois ao projeto, como o coletivo Garapa -- que fotografou o prédio vizinho do São Vito, o Mercúrio.

De acordo com Fehlauer, a ideia inicial era fotografar os moradores do São Vito após deixarem o edifício, "ir atrás dessas histórias", mas com a consequente desapropriação do Mercúrio, no início de 2009, o foco mudou.

Além de Camila e do Garapa, participam da exposição os fotógrafos gUi mohallem, Antonio Brasiliano, Fabiano Cerchiari e a responsável pela cenografia Veronica Arias. A curadoria é de Rita Toledo Piza.

Na exposição estão dispostas fotografias dos prédios, habitados e desapropriados, vídeos com registros da rotina dos moradores dos edifícios e um ambiente cenográfico inspirado nos apartamentos desses prédios. Nesse local, aparelhos de televisão transmitem depoimentos dos moradores do São Vito e do Mercúrio.


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"HABITE-SE"
Quando: 15/4 a 30/5. De ter. a sex., das 12h às 20h30; sab., dom. e feriados, das 13h às 20h30
Onde: galeria Olido (av. São João, 473. Tel.: 0/xx/11 3334-0001)
Quanto: entrada franca

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Let's go out and make it happen

Eu me sinto apática, principalmente em noites frias de clomipramina. Ah, vocês foram embora agora: ficou tão vazio...restou a bagunça da casa, tudo como vocês deixaram, não arrumarei.
Meus pulsos ainda estão feridos, mas não faz mal, Ele cuidou de mim e secou minhas lágrimas mais tristes. O que há la fora? Sempre diz que nada de importante, tudo está aqui dentro, tudo que mais preciso está aqui e para sempre.
"Know my heart's black
Cause i gotta go"

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Se você morasse aqui, já estaria em casa

"As pessoas perguntam: como você foi parar lá? - O que querem saber na verdade, é se existe alguma possibilidade de também acabarem lá. Não sei responder à verdadeira pergunta. Só posso dizer: é fácil."


Esse é um trecho do comecinho do livro que eu comprei ontém (espero que não me dê um acesso de compras compulsivas: mais um tipo de preenchimento desenfreado do vazio eu não aguento) enfim, o livro tá tão interessante, estou me alimentando de páginas e páginas a cada brecha que encontro entre as horas chatas do meu dia...
Ah, esqueci de dizer o nome do livro: Moça Interrompida, de Susanna Kayssen. E sim, o filme garota interrompida foi baseado no livro. Mas digo logo de princípio: o livro é muito mais interessante. (Mas se assistir o filme antes de ler o livro, como eu, você vai imaginar todos os personagens com o rosto dos atores, e os lugares como os cenários utilizados, mas não sei se isso é uma vantagem ou desvantagem)
Toda vez que eu leio um livro muito interessante não quero que ele termine. Como exemplo "O gato por dentro" do William Burroughs, outro livro emocionante é Outsiders - Vidas sem rumo, de Susan E. Hinton. São livros que você não deseja ver a página final, mas ao mesmo tempo não consegue parar de ler. Fazia tempo que não sentia essa fome de ler, e isso estava me deixando mal...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Ti-ti-ti-ti-tips


Quando eu fico muito tempo sem ouvir música me sinto doente. Sim, doente: sem ar, febre, e-coisa-e-tal. É como uma dependência: eu só tenho sentido com o barulho de alguma guitarra. E é...eu acho que é isso! Meu mp3 está sem pilha, essa merda. Não sei onde enfiei o carregador, estou há dias sem ouvir música. Ontém mesmo, voltando da faculdade eu estava pensando nisso, que falta faz! O que sou nesse silêncio? No silêncio das horas e no silêncio dos não-lugares quase vazios com o escurecer, o que sou? (...)
Mas quando ouço música, sou o que eu quero ser, o que nunca fui, o que nunca serei, e enfim o verbo torna-se presente: EU SOU.
Estava cansada de nada ser estes dias, liguei o rádio do escritório onde trabalho, um toca-fitas de carro ligado numa caixinha de som. Dá pro gasto.

The sky is blue
My hands untied
A world that's true
Through our clean eyes
Just look at you
With burning lips
You're living proof
At my fingertips

ti-ti-ti-ti-tips!
la la la la la la la la-lalala-lala
la la la la la lalaláááá...


( tava tocando bunnymen! ah...bunnymen...)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Eu: brilhante, excessiva e decadente.


Talvez o que eu realmente precise é me dar conta do que sou. O que sou?
Tenho vinte e um anos, gosto de andar pelo não-lugar decadente, não consigo prestar atenção em nada porque sou impaciente. Anseio, anseio o dia todo, isso faz com que eu abra feridas com palavras frias, depois de chorar sem saber o motivo pelo qual, eu me sangro. Auto-mutilo meu coração, em farrapos. No dia seguinte invento boas (ou péssimas) explicações para quem pergunta o que aconteceu com os pulsos. Sim, sempre há alguém que pergunta, mesmo aqueles que sabem, perguntam por sadismo.
Talvez devesse eu sentir-me culpada ou arrependida por provocar-me marcas para toda a vida, mas não sinto remorso algum, e minto quando digo que sinto, porque o senso comum sentiria, mas eu não. Digo, sinto-me terrilmente envergonhada logo após uma dessas insondáveis crises, porque no fundo nem sei ao certo o que realmente eu ganharia com aquilo...Tudo que eu queria era apego, afeto, que nunca enche-me por completo, minha necessidade é tão grande que transbordo um vasto vazio. Não sinto culpa, só vergonha.
Eu, Thaís, sou brilhante quando ganho, excessiva quando amo e decadente quando perco. Talvez eu seja mais uma garota mimada, que só quer atenção e não tenha levado tantas boas surras quando era criança, ou talvez não...

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Eu fiz tudo pra você gostar...






Tantos poemas que perdi. Tantos que ouvi, de graça, pelo telefone - taí, eu fiz tudo pra você gostar, fui mulher vulgar, meia-bruxa, meia-fera, risinho modernista arranhando na garganta, malandra, bicha, bem viada, vândala, talvez maquiavélica, e um dia emburrei-me, vali-me de mesuras, era comércio, avara, embora um pouco burra, porque inteligente me punha logo rubra, ou ao contrário, cara pálida que desconhece o próprio cor-de-rosa, e tantas fiz, talvez querendo a glória, a outra cena à luz de spots, talvez apenas teu carinho, mas tantas, tantas fiz...
-


[Ana C.]

quinta-feira, 2 de abril de 2009

E esperando...

"Te amo ainda que isso te fulmine ou que um soco na minha cara me faça menos osso e mais verdade"



E eu caio na dor de te perder entre meus dedos, Ah! Tô aqui sem medo, morrendo de saudade, enquanto percorro o mesmo caminho a cada pedaço do dia, sofro a ausência da tua presença, marquei o braço com os segundos que faltam para você chegar e me abraçar sem jeito, com seu cheiro, seus braços, seus passos, seus passos diante de mim, nossas idéias afins...