...
PS- Agora um ser mudo me ligou e está ouvindo minha respiração por minutos nesse caralho de telefone. Eu ODEIO quem não tem CORAGEM de falar.
FALA PORRA.
DIZ!
DIZ TUDO!
APAGA O CIGARRO NO PEITO!!!!!!!!!!
HAHAHAHAAHAHHA FODA-SE!
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
[Café, Cat Power, chocolate e Codeína.]
Café, para me despertar nos dias cinzas, os quais eu não desejo despertar. Mas abro meus olhos porque sei que tenho você, e que tenho que respirar para continuar sentindo o seu cheiro.
Cat power, para ouvir, quando você me deixa no ponto de ônibus. Para ouvir e sentir sua presença naquele banco, onde não tem ninguém. Sinto sua presença em cada nota do violão. [I wanna tell you how much I love you]
Chocolate, para as tardes vazias de você. Para aquelas horas em que preciso intensamente ouvir sua voz, alguma palavra da sua boca, cantarolando alguma música talvez, falando sobre cinema, ou falando o quanto me acha bonita. Chocolate para tirar a ansiedade de estar sem você nessa terça-feira...
Codeína, quando me sinto completamente viva ao seu lado deitada, com seus braços me envolvendo, e então aquele calor invade nossos corpos frios, e tudo é intensamente calmo, e quieto. Tudo faz sentido, e meu organismo está completamente fixado ao seu.
Cat power, para ouvir, quando você me deixa no ponto de ônibus. Para ouvir e sentir sua presença naquele banco, onde não tem ninguém. Sinto sua presença em cada nota do violão. [I wanna tell you how much I love you]
Chocolate, para as tardes vazias de você. Para aquelas horas em que preciso intensamente ouvir sua voz, alguma palavra da sua boca, cantarolando alguma música talvez, falando sobre cinema, ou falando o quanto me acha bonita. Chocolate para tirar a ansiedade de estar sem você nessa terça-feira...
Codeína, quando me sinto completamente viva ao seu lado deitada, com seus braços me envolvendo, e então aquele calor invade nossos corpos frios, e tudo é intensamente calmo, e quieto. Tudo faz sentido, e meu organismo está completamente fixado ao seu.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Te amando pelo avesso.
É preciso sangrar ás vezes para saber dar valor ao que tem. Ei pequena, doa a quem doer, isso é teu. E não há ninguém no mundo que possa arrancar de você. Não o físico, que pode ser arrancado cruelmente (assim como já lhe foi arrancado) mas ninguém pode arrancar de ti o que está dentro, ao fundo do peito: amor. E tem a única certeza do mundo: é para sempre. Assim como sabia antes de senti-lo, é Ele. Sentado no bar bebendo conhaque de quarenta centavos, cantando Edith Piaf no elevador antigo do prédio, beijando suas coxas, penteando seu cabelo, te fazendo chorar e rir o tempo inteiro, mas para sempre é um único Ele.
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É tão único, me faz sentir todos os dias tua presença dentro de mim. Quero viver eternamente respirando o teu ar, e morrerei amando você.
ps- E uma vez, alguém me perguntou se não era triste ter sido somente tua. Respondi que é a coisa que mais me faz feliz. E assim serei para sempre. Quero. Intocável para o mundo e só tua. Me faz a mulher mais especial do universo (crescendo).
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É tão único, me faz sentir todos os dias tua presença dentro de mim. Quero viver eternamente respirando o teu ar, e morrerei amando você.
ps- E uma vez, alguém me perguntou se não era triste ter sido somente tua. Respondi que é a coisa que mais me faz feliz. E assim serei para sempre. Quero. Intocável para o mundo e só tua. Me faz a mulher mais especial do universo (crescendo).
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
falar com você
Da uma vontade de falar com você pela tarde, quando entro em casa e vejo o telefone parado, mudo, não toca, não me chama, não diz nada. Começa nosso desenho favorito, e tenho uma vontade de falar com você, dizer que nunca tinha visto esse, comentar que achei engraçado.
Da uma vontade de falar com você, antes de dormir, dizer boa noite, dorme bem, sintu saudade, quando acabo o banho, você pentear meu cabelo, contar cem escovadas e colocar minha meiazinha para eu poder dormir, ao seu lado, cheirando seu cabelo, com minha cabeça envolvida nos seus braços, ah, como queria que ainda pudesse colocar seus braços em volta de mim.
Da uma vontade de falar com você, antes de dormir, dizer boa noite, dorme bem, sintu saudade, quando acabo o banho, você pentear meu cabelo, contar cem escovadas e colocar minha meiazinha para eu poder dormir, ao seu lado, cheirando seu cabelo, com minha cabeça envolvida nos seus braços, ah, como queria que ainda pudesse colocar seus braços em volta de mim.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
[Meu ser é de faca.]
Fui parar no hospital, não me orgulho disso.
Meu coração está tão cortado quanto meu braço.
Meu coração está tão cortado quanto meu braço.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Crying
Acabei de ter uma crise de choro, cortei meu pulso esquerdo, manchou de sangue a calça do meu pijama azul, está tocando Crying pela oitava ou nona vez, tive ânsia de vômito, gritei, disse olhando para o teto do meu quarto que não vou aguentar viver assim por muito tempo mais. O Caio me ligou, e disse: "Não chora, tatina minha amô, não fica tisti. vamos pa porto seguro" e eu consegui rir, segurando meu coração em uma mão, e o telefone em outra. E continuei chorando. Minhas feridas externas doem muito menos do que essas que sangram por dentro. Hemorragia interna por ser eu, por amar tanto e em vão. EM VÃO.
sempre amando, desperdiçando meu tempo tentando fazer alguém me amar.
chorando, chorando, chorando...
Por eu ter vinte e um anos, e ser tão criança, depender tanto de alguém, de algo.
Por eu ser tão incapaz de viver sozinha...com meus pés não dou passo algum.
E agora, está doendo pra respirar.
sempre amando, desperdiçando meu tempo tentando fazer alguém me amar.
chorando, chorando, chorando...
Por eu ter vinte e um anos, e ser tão criança, depender tanto de alguém, de algo.
Por eu ser tão incapaz de viver sozinha...com meus pés não dou passo algum.
E agora, está doendo pra respirar.
[te adorando pelo avesso]
.
.
.
.
.
E me arrastei, e te arranhei.
E me agarrei nos teus cabelos.
E me vingar a qualquer preço!
TE ADORANDO PELO AVESSO!
Pra mostrar que ainda sou tua
Até provar que ainda sou tua.
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E me arrastei, e te arranhei.
E me agarrei nos teus cabelos.
E me vingar a qualquer preço!
TE ADORANDO PELO AVESSO!
Pra mostrar que ainda sou tua
Até provar que ainda sou tua.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
---> Sad Vacation.
Sabe por que eu sempre demoro a escrever? Bem, porque algo me impede de dizer o que eu realmente tô com vontade, meu orgulho impede,sabe? Sei lá, orgulho e medo. Medo de ser boba demais, de me humilhar demais, me expor demais. [exponho meus modos, me mostro. eu canto para quem?]
E hoje eu estou com vontade de dizer tantas coisas que não tenho coragem...acho que farei um blog secreto pra eu poder malhar todos os judas da minha vida a vontade, HAHAHAHAHAHAH, ia ser ótimo e com certeza prazeroso!!!!!!
Mas enfim, o fato é: o mesmo blá-blá-blá de sempre. Há anos me queixo das mesmas patifarias. Como alguém consegue manter-se tão igual por tantos anos? Eu consegui, e não foi por querer...foi porque eu realmente tenho essa personalidade de palhaça que me força nos momentos cruciais a foder com tudo. Então, darling, o que devo fazer?
Se sou impulsiva, extremamente vingativa, aliás o que mais me fode sempre é minha mania de fazer vingança com as próprias mãos. O problema é que eu acho que pego pesado de vez em quando. Mas não me arrependo, num vou mais me arrepender de mais nada nesse mundo!
Meu pai me deu um grande exemplo de Homem, o Homem que não presta. E esse é meu espelho pro resto da vida, foi assim que aprendi. Me ensinou como é decepcinante, entretanto, me mostrou a verdade. Deus, nasci tão fraca, porque é mais forte quem sabe mentir?
E hoje eu estou com vontade de dizer tantas coisas que não tenho coragem...acho que farei um blog secreto pra eu poder malhar todos os judas da minha vida a vontade, HAHAHAHAHAHAH, ia ser ótimo e com certeza prazeroso!!!!!!
Mas enfim, o fato é: o mesmo blá-blá-blá de sempre. Há anos me queixo das mesmas patifarias. Como alguém consegue manter-se tão igual por tantos anos? Eu consegui, e não foi por querer...foi porque eu realmente tenho essa personalidade de palhaça que me força nos momentos cruciais a foder com tudo. Então, darling, o que devo fazer?
Se sou impulsiva, extremamente vingativa, aliás o que mais me fode sempre é minha mania de fazer vingança com as próprias mãos. O problema é que eu acho que pego pesado de vez em quando. Mas não me arrependo, num vou mais me arrepender de mais nada nesse mundo!
Meu pai me deu um grande exemplo de Homem, o Homem que não presta. E esse é meu espelho pro resto da vida, foi assim que aprendi. Me ensinou como é decepcinante, entretanto, me mostrou a verdade. Deus, nasci tão fraca, porque é mais forte quem sabe mentir?
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
--->Only the lonely.
"There goes my baby
There goes my heart
They've gone forever
So far apart
But only the lonely
Know why I cry
Only the lonely"
---------------------------
Acho que agora vai chover...
Sabe, estou simplesmente de saco cheio das pessoas. Principalmente o fato delas não conseguirem ser compreensivas comigo. Eu estou passando por uma fase muito estranha, por incrível que possa parecer eu não tô dando a mínima para as pessoas, não tô suplicando pela atenção barata delas, cansei de sofrer porque ninguém me dá atenção, porque alguém sempre me decepciona, blá-blá-blá. Eu estou numa fase estranha demais da minha vida, ouvindo Roy Orbinson no mp3, e pela primeira vez não penso em como as pessoas não pensam em mim.
Por um lado isso é bom, por outro não. Eu necessito, e é sempre com urgência necessitar de alguém ou de algo, então de tempos em tempos, eu substituo o "objeto desejado". Sempre obcecada em algo, em alguém, nisso, naquilo...sempre tentando não me sentir entediada, forçando situações, fazendo com que algo aconteça...
Ás vezes faço de propósito, brigo, grito, arrumo alguma confusão, só pra sair do tédio...
Só queria que as pessoas conseguissem me entender, sabe, não é tão complicado (ou é?)
só queria realmente não ser sempre criticada, sempre a errada...ahhhh
definitivamente eu não aguento. Queria que as pessoas me ligassem de volta quando eu desligo o telefone com raiva. Isso não é jeito de dizer Tchau!
There goes my heart
They've gone forever
So far apart
But only the lonely
Know why I cry
Only the lonely"
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Acho que agora vai chover...
Sabe, estou simplesmente de saco cheio das pessoas. Principalmente o fato delas não conseguirem ser compreensivas comigo. Eu estou passando por uma fase muito estranha, por incrível que possa parecer eu não tô dando a mínima para as pessoas, não tô suplicando pela atenção barata delas, cansei de sofrer porque ninguém me dá atenção, porque alguém sempre me decepciona, blá-blá-blá. Eu estou numa fase estranha demais da minha vida, ouvindo Roy Orbinson no mp3, e pela primeira vez não penso em como as pessoas não pensam em mim.
Por um lado isso é bom, por outro não. Eu necessito, e é sempre com urgência necessitar de alguém ou de algo, então de tempos em tempos, eu substituo o "objeto desejado". Sempre obcecada em algo, em alguém, nisso, naquilo...sempre tentando não me sentir entediada, forçando situações, fazendo com que algo aconteça...
Ás vezes faço de propósito, brigo, grito, arrumo alguma confusão, só pra sair do tédio...
Só queria que as pessoas conseguissem me entender, sabe, não é tão complicado (ou é?)
só queria realmente não ser sempre criticada, sempre a errada...ahhhh
definitivamente eu não aguento. Queria que as pessoas me ligassem de volta quando eu desligo o telefone com raiva. Isso não é jeito de dizer Tchau!
terça-feira, 14 de outubro de 2008
[Nada que é dourado fica]
"O primeiro verde da natureza é o dourado, para ela o tom mais difícil de fixar. Sua primeira folha é uma flor, mas só durante uma hora e então folha se rende a folha. Assim o Paraíso afundou na dor, assim a aurora se transforma em dia. Nada que é dourado fica."
Outsiders - vidas sem rumo, esse é o nome do livro que mudou a minha vida. Escrito por Susan E. Hinton, é simplesmente foda. Uma gangue de garotos de bairro, com brilhantina no cabelo, canivetes e jaquetas de couro. Os greasers. Do outro lado, os socs, filhinhos de papai, com mustangs e camisas de algodão.
No final de semana, eu assisti o filme, versão de Coppola. Muito fiel ao livro, particularmente um dos meus filmes preferidos de agora em diante!
E meu delinquente preferido é Dallas Winston, o greaser mais mal, mais charmoso.
Com certeza se eu fosse a Cherry Valance eu ia ficar apaixonada pelo Dally...hahah
Outsiders - vidas sem rumo, esse é o nome do livro que mudou a minha vida. Escrito por Susan E. Hinton, é simplesmente foda. Uma gangue de garotos de bairro, com brilhantina no cabelo, canivetes e jaquetas de couro. Os greasers. Do outro lado, os socs, filhinhos de papai, com mustangs e camisas de algodão.
No final de semana, eu assisti o filme, versão de Coppola. Muito fiel ao livro, particularmente um dos meus filmes preferidos de agora em diante!
E meu delinquente preferido é Dallas Winston, o greaser mais mal, mais charmoso.
Com certeza se eu fosse a Cherry Valance eu ia ficar apaixonada pelo Dally...hahah
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
---> Diante de vírgulas.
E enquanto paro, acendo meu cigarro, já sem voz, sem palavras, engasgada com comprimidos para dores de cabeça, alguns anti-choro, de saco cheio dos ônibus, esmagada por ruas que nem sei o nome, entro em uma loja, compro meu vestido de bolinhas, eu me olho no espelho, pequena e triste, fazendo coisas, pensando coisas, olhando coisas. tantas e pra nada. Tudo tem uma vírgula, uma coisa atrás da outra, sempre sem sentindo, me levando a planejar desgraças, a afundar entre meus cansados braços fracos, sem sentir amor ou ódio, remorso.
-
[Caio]
"escolherei lentos blues, solos sofridos de sax, pianos lentíssimos, à beira do êxtase, clarinetas ofegantes e vozes graves, negras vozes roucas ásperas de cigarros, mas aveludadas por goles de bourbom ou conhaque, para que tudo escorra dourado como a bebida de outras águas, não estas, tão turvas, de onde emergiram dois pobres peixes cegos da noite, para sempre ignorantes da minha presença aqui, junto à máquina de música, ao lado do corredor que leva aos banheiros imundos, a criar claridades impossíveis e a ninar com canções malditas esse encontro inesperado, tanto por eles, que navegam cegos, quanto por mim, pescador sem anzol debruçado sobre a água do espaço que me separa deles"
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[Caio]
"escolherei lentos blues, solos sofridos de sax, pianos lentíssimos, à beira do êxtase, clarinetas ofegantes e vozes graves, negras vozes roucas ásperas de cigarros, mas aveludadas por goles de bourbom ou conhaque, para que tudo escorra dourado como a bebida de outras águas, não estas, tão turvas, de onde emergiram dois pobres peixes cegos da noite, para sempre ignorantes da minha presença aqui, junto à máquina de música, ao lado do corredor que leva aos banheiros imundos, a criar claridades impossíveis e a ninar com canções malditas esse encontro inesperado, tanto por eles, que navegam cegos, quanto por mim, pescador sem anzol debruçado sobre a água do espaço que me separa deles"
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
--> Desculpe pelo jogo de palavras.
Trata-se de chegar ao desconhecido através do desregramento de todos os sentidos. Os sofrimentos são enormes, mas é preciso ser forte, ter nascido poeta, e eu me reconheci poeta. Não é de modo algum culpa minha. É errado dizer: Eu penso: dever-se-ia dizer: sou pensado. — Perdão pelo jogo de palavras.
Eu é um outro.
.
.
.
.
.
Tive uma crise ontém, cortei um pouco o pulso pra sentir que eu ia ficar bem, ali, alguém estava me protegendo, não sei do que, talvez de quem, mas estava, protegida pela minha dor carnal, ali, me sentido violentada, humilhada. Cansada da dor de existir. É preciso ter nascido forte, eu não nasci.
Eu é um outro.
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Tive uma crise ontém, cortei um pouco o pulso pra sentir que eu ia ficar bem, ali, alguém estava me protegendo, não sei do que, talvez de quem, mas estava, protegida pela minha dor carnal, ali, me sentido violentada, humilhada. Cansada da dor de existir. É preciso ter nascido forte, eu não nasci.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Agosto, fluoxetina e morte
Bem que dizem que agosto é o mês do cachorro louco. Acordei numa manhã desse tal mês com uma sensação de morte descendo a garganta. Um gosto estranho na boca, gosto amargo de eu-não-sei-nada-da-vida.
Peguei o ônibus e esse cheiro invadiu meu mp3. A música estava diferente.
A noite, cheguei em casa, o telefone tocou, e era uma noticia de morte. Uma garota que mora no meu prédio, morreu. Estuprada e estrangulada por um maluco. Dizem que a vítima estava fumando pedra com o assassino, sem saber que em minutos seria estrangulada.O assassino foi pego, e levou a policia até o local do crime. A vítima estava sem roupa, pendurada num muro, e um cachimbo de crack estava próximo de seu corpo. Imagina só, hoje é o dia da sua morte, e você não sabe. (ou melhor: você sabe, mas não sabe) Acorda pela manhã, coloca os pés no chão e hoje é o dia de sua morte. Vai a padaria, compra pão, e a hora passando...sua morte é a meia noite, agora é meio-dia.
Encontro uma amiga que me dá fluoxetina, tomo um para não ficar com essa morte a seco no peito e nos jornais, grudada na parede do meu prédio. Sono e vontade de vomitar, vontade de vomitar, sono. Isso me dá enjoo. Tem gosto de desgraça Agosto.
Peguei o ônibus e esse cheiro invadiu meu mp3. A música estava diferente.
A noite, cheguei em casa, o telefone tocou, e era uma noticia de morte. Uma garota que mora no meu prédio, morreu. Estuprada e estrangulada por um maluco. Dizem que a vítima estava fumando pedra com o assassino, sem saber que em minutos seria estrangulada.O assassino foi pego, e levou a policia até o local do crime. A vítima estava sem roupa, pendurada num muro, e um cachimbo de crack estava próximo de seu corpo. Imagina só, hoje é o dia da sua morte, e você não sabe. (ou melhor: você sabe, mas não sabe) Acorda pela manhã, coloca os pés no chão e hoje é o dia de sua morte. Vai a padaria, compra pão, e a hora passando...sua morte é a meia noite, agora é meio-dia.
Encontro uma amiga que me dá fluoxetina, tomo um para não ficar com essa morte a seco no peito e nos jornais, grudada na parede do meu prédio. Sono e vontade de vomitar, vontade de vomitar, sono. Isso me dá enjoo. Tem gosto de desgraça Agosto.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
---> A gente não é sério aos 17 anos.
------------Você está apaixonado. Tomado até o mês de agosto.
---------------------Você está apaixonado. Seus poemas a fazem rir.
Todos seus amigos fogem, você é de mau gosto-------------------------
----Noite de junho! Dezessete anos! Embriagados
------------------O coração louco vagueia como num romance
A gente não é sério com dezzessete anos-------------------
----- Uma bela noite, longe dos chopes e do anseio
Dos cafés barulhentos de lustres soberanos----
---------------------------------------A gente não é sério com dezessete anos
Arthur Rimbaud
---------------------Você está apaixonado. Seus poemas a fazem rir.
Todos seus amigos fogem, você é de mau gosto-------------------------
----Noite de junho! Dezessete anos! Embriagados
------------------O coração louco vagueia como num romance
A gente não é sério com dezzessete anos-------------------
----- Uma bela noite, longe dos chopes e do anseio
Dos cafés barulhentos de lustres soberanos----
---------------------------------------A gente não é sério com dezessete anos
Arthur Rimbaud
domingo, 24 de agosto de 2008
---> Um Adeus.
Baby maybe someday
Maybe one day
We'll say hi
----
Dizer Adeus para todos os seus novos dias.
Sem mais dizer olá e nunca mais dizer boa noite.
Eu não quero mais correr e não quero andar. Quero apenas dizer Adeus.
Eu não posso mais.
Desligar a tv. fingir que estou sorrindo.
Dizer que não ligo.
Agora não.
Baby.maybe.sometime
Maybe.next.time
We'll say hi
---
Maybe one day
We'll say hi
----
Dizer Adeus para todos os seus novos dias.
Sem mais dizer olá e nunca mais dizer boa noite.
Eu não quero mais correr e não quero andar. Quero apenas dizer Adeus.
Eu não posso mais.
Desligar a tv. fingir que estou sorrindo.
Dizer que não ligo.
Agora não.
Baby.maybe.sometime
Maybe.next.time
We'll say hi
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sábado, 23 de agosto de 2008
---> Só.
Às vezes me sinto triste e sozinha. Mais sozinha do que triste, mais sozinha do que infeliz, mais sozinha do que aborrecida ou irritada. Mais sozinha do que tudo.
Paro para pensar que assim como li, fui eu quem fui afastanto assim, essa gente menor, e acabou não sobrando mais nenhuma. Um poço de solidão, de tristeza com cortes rasos no pulso, dor na alma, um aperto no peito que parece ansiedade e tristeza junto, não sei ao certo o que é, mas dói, dói, dói demais. É bem dentro do meu peito, no meio, tão fundo! Estou sentindo isso agora, enquanto escrevo. Um medo de perder o que não tenho, de correr ou de estar parada. Qual é a diferença? Penso em ir ao médico. Mas que médico? Não há nenhum, não há ninguém, como sempre.
Deixo me seduzir por qualquer mísera atenção, redobro meu estilo maluca de hospicio pra ver se desperto algum interesse. Se não estou alarmando, se não funcionar, eu agrido, ou me agrido, me machuco. Qualquer coisa.
Paro para pensar que assim como li, fui eu quem fui afastanto assim, essa gente menor, e acabou não sobrando mais nenhuma. Um poço de solidão, de tristeza com cortes rasos no pulso, dor na alma, um aperto no peito que parece ansiedade e tristeza junto, não sei ao certo o que é, mas dói, dói, dói demais. É bem dentro do meu peito, no meio, tão fundo! Estou sentindo isso agora, enquanto escrevo. Um medo de perder o que não tenho, de correr ou de estar parada. Qual é a diferença? Penso em ir ao médico. Mas que médico? Não há nenhum, não há ninguém, como sempre.
Deixo me seduzir por qualquer mísera atenção, redobro meu estilo maluca de hospicio pra ver se desperto algum interesse. Se não estou alarmando, se não funcionar, eu agrido, ou me agrido, me machuco. Qualquer coisa.
---> Caio e feridas.
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"Menos pela cicatriz deixada, uma feridantiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva."
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São feridas doloridas nos dias chuvosos e nos dias quentes também.
Feridas que abrem de repente, eu nem sei de onde vem.
Eu não sei onde vou chegar assim, mas quero tentar sentir isso TUDO como um homem. Um homem que não chora, e não corre do seu próprio veneno.
"Menos pela cicatriz deixada, uma feridantiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva."
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São feridas doloridas nos dias chuvosos e nos dias quentes também.
Feridas que abrem de repente, eu nem sei de onde vem.
Eu não sei onde vou chegar assim, mas quero tentar sentir isso TUDO como um homem. Um homem que não chora, e não corre do seu próprio veneno.
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