quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Quem escreve o quê?

É inocência a minha - certamente- querer entreter vocês com pequenas histórias de amor.
Talvez, seja literário demais, ou até mesmo marginal. Que seja! Talvez isso tudo não tenha nada a ver com quem escreve, só é um frágil hábito de escrever romances ultrapassados. Sou muito Caio F; muito Arturo Bandini; muito Bukowski: tudo de uma vez só, inunda corações prematuros. Sou até um pouco Christiane F: Meu senso crítico sempre tão limítrofe...

Então, não tentem matar a charada: Eu escrevo histórias. Concretas? Não sei.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

o que posso fazer?

Às vezes parte o coração olhar pra trás e ver que algumas coisas acabaram para sempre. Essa expressão é tão comum no meu vocabulário ? "partir o coração"... mas é que, talvez seja comum um coração tão fragilzinho quebrar-se tanto, e toda hora. Entenda, não é de forma alguma culpa minha.
Meu coração parte em quatrocentos mil pedacinhos quando procuro afoga-lo na dor da suas palavras "novembrianas" - àquelas palavras que não posso nem ao menos cobrar-te consideração a mim. Vez ou outra gosto de sofrer descobrindo-as, algumas batem mais fundo ao peito, e não tenho o direito de ligar na sua casa dizendo o quanto te odiei e ás vezes ainda odeio por elas.
Meu coração parte em mil pedacinhos quando lembro-me das palavras que costumávamos a trocar, e nunca mais serão trocadas, eu sei, elas não existem mais. - Não de minha parte, pois as mantenho tão vivas, que às vezes você me dói de te-las deixado morrer.
Talvez é assim que deve ser, devemos deixar morrer esses sentimentos que nos inundam tão desenfreadamente, que não nos deixa viver no spleen, mas me pergunto a todo instante, será que só eu vivo de sentimentos tão exagerados, será que essa dor é só minha?
Continuo sofrendo por ser assim... Eu não pedi, não me culpem. Entendam.
Eu não quero ser assim, masoquista.

sábado, 1 de agosto de 2009

Galway Girl


"Quando eu acordei eu estava completamente sozinho
Com um coração partido e uma passagem para casa
E eu te pergunto agora, me diga, o que você faria?
Se seus cabelos eram pretos e seus olhos azuis
Eu tenho viajado por aí, eu tenho estado por todo o mundo
Garotos, eu nunca vi nada como a garota de Galway"


Eu tô com meu coração tão piegas!...talvez seja porque eu vi um filme tão triste e maravilhosamente brega sem ter tomado meu antidepressivo...hahahaha. Eu sei que é só um filme e nada mais, mas é tudo tão injusto. Por que ele tinha que morrer? Ele era bom, e ela precisava dele, sabia? Como as pessoas simplesmente pedem para que você siga em frente sem alguém que te faz falta, como se essa pessoa não existisse mais, é tão doentio saber que vamos perder as pessoas e mesmo assim devemos continuar, sem o direito de parar, de enlouquecer, desistir.
É um post CAFONA, e daí? Se não pudesse nunca ser um pouquinho, eu estaria na espécie errada - seria um pato. hahahaha...

[ps- eu te amo]

quinta-feira, 30 de julho de 2009

GO, Bandini, GO!

"Arturo Bandini, consegue ferir as pessoas. E fere justamente porque somos iguais. Bandini passa fome, é um cara triste. Não sabe o que quer. Tem medo. Uma prostituta o interpela, ele dá todo o dinheiro dele e vai embora. Não consegue dizer não e pegar o dinheiro. Ou pagar e, perdoem-me, fudê-la. Bandini é indeciso. Sonha com a coragem e o sucesso. Pensa em Camilla e quando a encontra, deixa tudo correr por entre os dedos.

Fante mete o dedo, praticamente o braço inteiro, na ferida: as pessoas, a humanidade, todos são inseguros e brincam de “confiança”. Ter medo de morrer sozinho, de fracassar na profissão, de não alcançar os sonhos, de morrer de uma doença ridícula, de ter que voltar pra casa com o rabo entre as pernas. A civilização corrói. E as pessoas fingem que isso não dói."


Fante ou Bandini? Eu não sei, mas de qualquer jeito é real em mim, e por ser assim, sou tão Bandini que às vezes me assusto com meu próprio EU. A única diferença é que, certamente Bukowski não diria ter-me achado como ouro no lixo. Talvez um dia eu consiga raciocinar algo, e parar de comprar receitas de codeína, escrever besteiras, admirar escritores e acabar com minha vida.


' E não adianta perguntar ao pó '


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Parque das Agulhas

Assistimos esse filme esses dias, sabe? Eu gostei dele, tem o Al Pacino há uns cem anos atrás, quando ele era novo (pexs achou que ele havia nascido velho, hahahah)
O melhor do filme é não esperar absolutamente nada de ninguém. Não há essa espectativa, nem melhoras, esse não é o objetivo. O único objetivo, talvez pavoroso, é testar até onde vai seu amor por alguém, até qual profundidade do poço pode chegar uma relação entre duas pessoas. Primeiro o parque, depois as agulhas, a prostituição, até chegar a traição. E apesar de tudo, de até ser dedurado e preso por alguém que você depositou seu resto de amor, continuam sempre ali, lado a lado. No fundo não há outra opção mesmo, não há mais ninguém para se apoiar, e a única frase a ser dita é: "E aí?"

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Sable Starr também sofre.

Aperto o telefone contra o peito. Virgem de afeto, acho que de tanto que passamos de mão em mão, acabamos assim, virgens, pequenos, e tão inocentes quanto sujos.
E enquanto riem de você por cortar-se com giletes cegos, choramos por incompreensão. Dói, não é? O mundo partido ao meio, uma facada no estômago. O "EU" está tão cansado! EU, EU, EU, EU. O que mais além de "eu"? O que há de errado? Por que do outro lado da linha a voz diz não posso, não dá, outra hora, quem é você? Sable Starr também sofre com seu livro de recortes nas mãos, tantos beijos a quem prometeu não prometer nada, tanta saliva e tanta dor. O mundo não merece nossa pena.

domingo, 12 de julho de 2009

[Esse é seu dia]

[c]
[o]
[d]
[e]
[i]
[n]
-
E está na hora de ir para casa, eu quero ver meu namorado, coçar as pernas com uma escova de cabelo; eu quero ser seu bebê. Eu acho que tudo isso faz parte de mim, como eu faço parte de você. Nasci para a vida perigosa e incerta, eu gosto assim. Não sou fantástica, nem inteligente, mas se você puder olhar no fundo do meu coração com bastante atenção verá: eu definitivamente não sou como vocês. Não sou uma garota barata bebendo cerveja importada fingindo ser o que não sou, não sou uma garota moderna ou uma poetisa falando do quanto o amor é lindo, porra, isso é nojento! Se você olhar, sou diferente de você. Não me importo com as roupas e os sorrisos, eu só quero guardar toda minha vida dentro de um livro de fotos e palavras, - também sou tão confusa! - mas no fim sou uma garota que gosta de escrever e tudo me machuca - no fim, sou uma garota do ópio, e nada mais.



quinta-feira, 2 de julho de 2009

[Ao vivo ela chorou]

Show me the way
To the next whiskey bar
Oh, don't ask why
Oh, don't ask why

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Eu continuo sendo uma garotinha de doze anos de idade, fascinada com uma capa de cd, curiosa para saber de quem é aquele rosto: é teu, Jim. E eu estou sozinha... [impossível, sim, mas é verdade] Ninguém sabe, mas as garotinhas entendem...E você continua sendo tão importante pra mim como quando te conheci há nove anos atrás. [nos divertiremos antes que tudo acabe, han!?] Te amo tanto que transborda, você é a melhor parte de mim. 
Meu amor preto e branco é multicolor. Você continua vivo, inundando meu mundo de poesia, de dor e de amor. [Eu sei o seu segredo mais secreto. Eu sei tudo]
E depois de todos esses anos te amando mais do que provavelmente já amaram, eu continuo a dizer que, não é qualquer amor, você é tão especial para mim...é meu poeta preferido, meu pai, minha visão mais completa de alguma coisa que podemos chamar de mundo. [Eu conheço seu medo secreto, eu posso ver]
Não consigo escrever com complexidade o que você é para mim, mas tenha certeza de que é uma grande cicatriz no meu rosto, da qual me orgulho de ter.

03 de julho de 1971 - E ele tinha medo de agulhas. Estava inerte com seu rosto cinzento, e havia sangue em seu nariz. Não havia banheira alguma, somente um banheiro de bar francês, como tinha que ser. Não havia motivo, você já era imortal, você jamais morreria. Por quê tentar?
trinta e oito anos depois, estou eu pela nona vez escrevendo sobre a sua morte que nunca existiu.

[Esse não seria o lugar perfeito para esconder-se caso todos acreditassem em sua morte?]

E eu te amo, você é meu mundo, minha personalidade [ limítrofe, mas foi o que deu pra construir]. 

James Douglas Morrison, meu herói.
[Ao vivo com certeza eu choraria]

[Thaís Morrison]

terça-feira, 30 de junho de 2009

E por acaso, às vezes torno-me forte.

Conclui que, você pode tentar o que quiser contra mim. Facas, use-as com agilidade, eu acrescento.
Armas, qualquer tipo: desde as que provocam feridas carnais às feridas cerebrais: Tente!
Pode utilizar-se de tuas palavras mais baixas, EU VOU RIR DE VOCÊ.
Pode amarrar-me pelas mãos e pés. Agredir-me. É na dor que componho o melhor de mim.
Pode cuspir em minha face, pisar em meu corpo já cansado no chão, eu resisto! Pode dizer que eu não presto, eu acharia certo.
Tente qualquer coisa: bruxaria, - Ah, eu realmente gozaria! hahahaha!
Tantas coisas, tanto faz! Dê-me então o que tens de pior! Tente, Tente!
Eu escapo por um triz, e por um acaso, a vitória é sempre minha.



quinta-feira, 25 de junho de 2009

Sobre Sandra

MEU ETERNO CRUCIFIXO

se você morresse só, sem dó

eu jamais teria duvidado e me matado

Me matei num sonho rouco

num amor derrotado, vagando.

Acordei agora, você partiu e voltou,

você ressuscitou meu Deus, estou te amando.

Deus, eu te critiquei, eu te xinguei

te maltratei, nunca te respeitei,

e nunca em você pude acreditar

e você morreu e renasceu

e para mim veio eterno se provar.

[Sandra "B" Herzer]

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Eu gostaria de uma colher de torazina hoje.


[pra me deter: jarvis]



Oi.

Estou tendo um daqueles terríveis dias, onde tudo começa ruim e termina pior ainda. Um daqueles dias que jamais deveria ter começado, quanto mais chegar aonde já está chegando. Definitivamente não nasci para ouvir críticas, nem opiniões que diferem das minhas, e mais: não nasci para perdoar. Pelo menos por um bom tempo, pode ter certeza, estarei alimentando minha vingança por você. (esse você refere-se a qualquer um) Alguns conseguem se redimir dentro de um certo tempo. Outros, levo para a cruz-de-cabeça-para-baixo para todo o chamado sempre, continuo me vingando e alimentando uma raiva que já nem lembro mais o porquê.
Bem, de uma pessoa queridíssima você "l*l*"(esse você é específico.) passou para uma pessoa horrorosa. Infelizmente as pessoas não perdem pontos aos poucos comigo. Numa escala de zero a dez, eu classifico somente em 10 e 0 Ou você tem tudo, ou não tem nada. E é assim que sou. Você tinha tudo, perdeu.
Meu psiquiatra não entende o que há de errado comigo. Nenhum entende. F.32; F32.8; F.41.8; F14; F41.1...nada dessas porras! O pior foi o F14, eu acho. HA-HA-HA-HA "euri"
Estou me sentindo MUITO irritada, com vontade de chorar, com raiva de uma pessoa que não sabe de absolutamente porra nenhuma sobre a minha vida, e dá palpites super-desnecessários. Cada um tem a cruz que aguenta carregar, bem eu não aguento a minha, mesmo que não tenha peso nenhum para vocês, seus merdas do caralho. Pra mim tem, será que conseguem enxergar isso?

Sabe qual é o nome da doença de vocês? falta-de-uma vassoura-no-cu!
sabe o nome da minha? falta-de-enfiar-uma-vassoura-nos-vossos-cus!

terça-feira, 16 de junho de 2009

garota sortida no faról: Abra-me.

Corte-me ao meio, eu quero enxergar o que está dentro de mim.
MINHAS VÍCERAS.

[Na mumificação, as víceras são retiradas pelo nariz]

Cansada do meu anal-fabeto, das minhas palavras suadas, de noites frias e tão esforçadas: nojo.

Ah.
B.A.Ç.O
[filtra meu sangue, escorre todo o vômito para fora: (IN)completa]

C.O.R.T.E-M.E

Quero ter absoluta certeza que não sou VAZIA, porque é vazio que sinto, calada nas manhãs de transportes públicos, lotados. E EU? V-A-Z-I-A.
Agora dentro deste quadrado silencioso onde disperdiço minha maldita vida.


Beberei minha própria linfa, saúde, irmãos!
e assim, baby, eu digo: "to vent one's spleen"


segunda-feira, 15 de junho de 2009

O maior amor do mundo é teu.

Dedico uma parte do meu blog a todos os cães, àqueles que foram tirados de mim tão rapidamente, Hoje choro e marco-me para todo o sempre por Piti, Bel e Len. Todos falam de gatos, mas eu falo de cães. Não que eu não goste de gatos, gosto e muito. Mas amor de cão é intocável demais, é limpo demais, humano demais. E eu os amo com todas as minhas tripas e meu coração. Todos os cães do mundo, uni-vos.
A Todos os vaguitos, as almas abandonadas nas ruas, todos os filhotes sem pai nem mãe, a todos os cães que acompanham mendigos madrugadas a fio, a todos os cães que nos permite sentir amor. AMOR incondicional. A todos os nossos amigos virinhas, aos amigos de pedigree, aos amigos sem coleira, aos que já se foram para o céuzinho canino. Pois talvez esse seja o único céu que exista.


terça-feira, 9 de junho de 2009

REMOTO CONTROLE.

Eu vivo praticamente para tentar controlar aquilo que eu não consigo controlar.
Tento dizer coisas indiferentes, mas por dentro eu transbordo uma vontade imensa de dizer tudo aquilo que eu queria te fazer ouvir. Finjo que as ligações que você não faz não mudam minha vida, mas controlo-me a cada segundo do dia para não te ligar e gritar pra você o quanto elas mudam tudo. E essa ansiedade de segurar aquilo que tenho vontade de fazer e não posso é quase incontrolável, preciso ser forte, Deus, ajude-me a aguentar como alguém totalmente saudável aguentaria, não queira me ver curvada aos pés de quem não se importa, de quem nunca se curvaria.
Deus, faça com que meu coração funcione como os normais, faça com que eu tenha pena de mim mesma, faça com que eu tenha um pouco de amor próprio.
Deus, eu vivo o tempo todo para tentar controlar aquilo que não sou capaz de controlar, você me deu um coração doente, uma linha muito estreita para eu me equilibrar, e ás vezes chego a desesperar-me por ser tudo aquilo que ninguém gostaria de ser, aquilo que nem eu gostaria que alguém fosse. Faça com que eu consiga aguentar tudo como uma mulher crescida, e não como uma garotinha medrosa.

domingo, 7 de junho de 2009

Gosto de ser fodido.

Somos incrivelmente FRACASSADOS. Nossos ossos já não são mais ossos (pelo menos não tão ossos assim)...sabe? aquele frio na barriga, eles derreteram com o medo. Não temos mais muito tempo, mas mesmo assim insistimos, porque parece que gostamos do sofrimento! Nós sabemos, nós sabemos. Mas que se foda! Vai ser bom e divertido, vai ser divertido! Vai ser bom, bom e divertido, bom e divertido! Bom uma merda!! E por que tudo sempre acaba assim? No fim da linha, na última página, quando fecham as cortinas e todas as luzes ascendem para que você possa se levantar e dar o fora? Mas me diga, dar o fora para onde?




[bauhaus. Ziggy Stardust]

O amor arde em meus olhos

Não sou mais tão carnal e talvez pudesse fazer as escolhas mais doentias por você. Viraria um monstro se pudesse. Se você me transformasse em um.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Isso é uma canção de A-M-O-R




Te amo de um jeito só meu, como se meus ossos fossem quebrar quando ausente dos teus,
Você não acompanha meu jeito veloz de crucificar minhas dores, e eu não consigo esperar. Minha voz quebra todos os ouvidos, tão cansados, tão cansados! Mas você sempre vem com mais alguma história, e me acalma, me silencia.
Às vezes você olha no relógio e diz o quanto é tarde para ficar, mas fica. E eu te amo realmente por dentro: as veias das suas mãos, suas olheiras, as feridas que sangram, teu bocejo, teu tédio.
Meu organismo mistura-se ao teu nas noites de elixir paregórico, meu medo, e todas aquelas sacolas que transbordam vomito, você não se importa nenhum pouco, tu me amas de um jeito só teu.


*
tão dormente para foder.
Vamos deitar um ao lado do outro,
tão drogada para foder.
no nosso hotel de quinta, na estação da luz.

terça-feira, 2 de junho de 2009

você teria coragem?

E se eu pudesse escolher, você estaria aqui num passe de mágica, com uma mochila nas costas, sem ônibus, e não precisaria de muito dinheiro para fugir.
Quando tens muito dinheiro é nisso que pensa? Eu também, mas não sozinha. Sugiro com você. Porque sei que às vezes pensa em fugir comigo.

E só se fosse agora, tatuaria a letra do teu nome.
Porque sei o suficiente para não perder mais nada...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

[Ca plane pour moi]

Vou escrever meu nome na tua cara, quem sabe assim você entende que é MEU?


Todos os planos estilhaçam em mim como se eu fosse a única sem direito de tê-los.
me castigo com todas as lâminas do mundo, eu estou realmente tentando chamar a sua atenção.
meu melhor talento é a DOR.


Eu sou suja.


EU...

A fada masoquista está amarrada no seu tronco preferido

Ansiedade hoje. Por quê? Não sei. É a velha história...ansiedade livre ou sei lá o quê...o fato é que eu DE-TES-TO sentir isso. Pavoroso. E é diário. De vez em quando não sei o que falta, acho que falta sofrer...daí volto a tocar naquelas feridas que nunca fecham por falta de tempo, puro sadismo, eu sei. Episódios depressivos atípico, transtorno de ansiedade específica: histeria de angústia.
E não há mais carbamazepina e anafranil que aguente, estou esgotada desses remédios. Preciso de uma nova defesa para meu anseio, dor, picos, carreiras, seja lá o que for, preencher. Vão, vazio.
A Thaís é problemática, entende? Deu para fazer escândalos por coisas desnecessárias, e não sabe viver saudavelmente. Ao menos sente tudo como deve ser sentido, vocês é que são umas porras sujas e desumanas, não sentem amor nem ódio. Eu não sei ser meio, mediocre.

Acredite, é vazio.
E apenas gostaria que eles parassem com essa investigação traumática até chegar ao meu ponto fraco. É patético. patológico.
Eu sei o que tenho só não ser como resolver esse acaso...